Pular para o conteúdo
Octo × Fabricação Pedir um diagnóstico

Octo para fabricação aeronáutica

O programa NC passa pelo filtro antes de chegar à máquina.

O Octo pode ler o programa NC (o G-code que vai para a máquina de comando numérico), preparar o lote de simulação no Vericut e conferir os relatórios da máquina de medição por coordenadas (CMM), trabalhando sobre os arquivos que os softwares exportam. Ele não toca na máquina nem na CMM: prepara um resumo para revisão humana, e a liberação fica com o programador e a Qualidade.

Programas NC entram; a peça é vista em camadas de bloco bruto, trajetória e peça usinada; do centro, o Octo envia fluxos que viram log do Vericut, relatório de CMM e um resumo para assinatura humana G90 G21 T12 M06 *.NC PEÇA TRAJETÓRIA BRUTO VERICUT Collision op10.log CMM CSV · QIF RESUMO · ASSINATURA vericut batch "vcp=peca.VcProject" OCTO × FABRICAÇÃO NC · ANTES DA MÁQUINA F-01
Vericut sem janelaSimpelo vericut batch
NX CAM2606lançado em jun/2026
QIF3.0= ISO 23952:2020
Fontes18listadas no fim da página
01

O que o Octo faz na fabricação.

Seis entregas possíveis, tiradas do levantamento. Em todas, o Octo trabalha com acesso de leitura aos arquivos e prepara o resultado para revisão humana; nada sai dele direto para a máquina ou para a CMM.

Conferência do G-code antes do simulador

Pode ler o programa já pós-processado e listar as ferramentas chamadas, as trocas M06, o curso em X, Y e Z, o avanço e a rotação máximos, comparar o curso com os limites da máquina e avisar de parada M00/M01 esquecida e de mudança para incremental (G91). É filtro de texto: não substitui o simulador nem a prova na máquina.

Entrega: lista de achados por programa

Vericut em lote, com resumo

Propõe o lote que roda vericut batch em todos os projetos de uma pasta, sem janela, com log, relatório e comparação com o modelo de projeto (auto-diff) por peça, para um operador rodar. Depois pode varrer os logs e resumir colisões, erros e sobras para o programador decidir.

Entrega: lote .bat + resumo por peça

Relatório de CMM conferido

Pode ler o CSV exportado do software de medição, apontar as características fora de tolerância e as que já usam boa parte da banda e montar tendência por lote. O formato neutro é o QIF (Quality Information Framework, um XML descrito por esquema XSD); ler QIF exige o esquema da versão usada. A disposição da peça (aceite, retrabalho, concessão) é da Qualidade.

Entrega: lista de fora e de alerta + tendência

Rastro de lote e peça

A partir de exportações do MES (sistema de execução da produção) e do PLM (gestão do ciclo de vida do produto), pode cruzar número de série, programa NC, revisão do modelo e relatório de inspeção e apontar as lacunas no registro. Não escreve no MES: mostra o que falta para quem responde pelo registro.

Entrega: tabela cruzada + lista de lacunas

Processo documentado

Pode escrever ou revisar folha de processo, instrução de trabalho e o procedimento de uso de cada script, a partir do que está nos arquivos. Quem assina o documento continua sendo a pessoa responsável pelo processo.

Entrega: folha de processo e procedimento para revisão

Automação para o time validar

Pode escrever journals NX Open (roteiros de automação do NX) que geram trajetória e chamam o pós (GenerateToolPath, Postprocess, rodados por run_journal), lotes do Vericut e macros de inspeção. Tudo testado primeiro em cópia e revisado por quem responde pelo processo.

Entrega: journal, lote ou macro + roteiro de teste
02

Oito braços, um programa NC.

O mesmo ciclo do Octo, aplicado à fabricação. Cada braço tem um papel estreito; quem decide é uma pessoa da sua empresa.

  1. Descoberta

    Mapeia a cadeia

    Que CAM (software de programação da usinagem) gera os programas, que controles e máquinas os recebem, que versão do Vericut está instalada, que software mede as peças e que MES registra o lote. E, de cada um, que arquivo ele exporta.

  2. Dados

    Entende o formato

    Levanta o dialeto do G-code de cada controle (Fanuc, Sinumerik, Heidenhain), as colunas do CSV da CMM, que é próprio de cada software, a versão do QIF e o que liga série, programa e revisão.

  3. Segurança

    Só leitura

    Trabalha sobre cópias dos arquivos exportados. Não opera os softwares licenciados por conta própria, não envia nada à máquina nem à CMM e não escreve no registro de qualidade.

  4. Arquitetura

    Põe o filtro no lugar certo

    Conferência de texto antes, Vericut em lote depois, pessoa no fim. Define onde cada log e relatório fica e o que o resumo precisa mostrar para o programador decidir rápido.

  5. Desenvolvimento

    Escreve o roteiro

    O leitor de G-code, o lote do Vericut com LGFILNAM=, report= e auto-diff=, o conferidor de CSV de CMM, ou o journal NX Open que o caso pedir.

  6. Revisão

    Testa com o conhecido

    Roda primeiro sobre programas e relatórios cujo resultado já se sabe, inclusive um com erro proposital, e confere pela saída: o log tem Error e Collision onde devia, o CSV acusa a característica fora.

  7. Publicação

    Entrega para quem assina

    Com o seu ok, o roteiro passa a rodar sobre os programas e relatórios reais. O resumo vai para o programador e para a Qualidade; a liberação da peça continua com eles.

  8. Documentação

    Registra o que vale

    Versões, caminhos, o layout de cada exportação e o que foi confirmado na sua instalação. O procedimento de uso de cada script fica escrito para a auditoria.

Nada gerado pela IA vai para a máquina, para a CMM ou para o registro de qualidade sem validação e assinatura humana. A IA não substitui ferramenta qualificada nem quem tem autoridade para liberar a peça.

03

Cada tarefa, o seu caminho.

Do modelo à peça aprovada: que software faz cada etapa e por onde ele se automatiza sem interface.

TarefaSoftwareCaminho sem interface
Programar peça usinada 5 eixosNX CAM, hyperMILL, Mastercam, DELMIA MachiningNX Open GenerateToolPath + Postprocess via run_journal; NET-Hook no Mastercam
Gerar G-code para a máquinaPós do CAM (Post Configurator, .pst)Chamada de pós no próprio script do CAM
Verificar colisão e sobra antes da máquinaVericutvericut batch "vcp=..." "report=..." "auto-diff=..."
Otimizar avançoVericut ForceOpção optimize no lote
Conferência rápida do texto do NC (ferramentas, curso, avanço)Script próprioScript que lê o texto do programa, antes do simulador
Projetar camadas de compósitoFibersim, CATIA CompositesDentro do CAD; exportação de planificação
Programar AFP/ATL (deposição automática de fibra ou de fita)Vericut Composite (VCP/VCS), CatFiber, TorFiber/TorLaySaída NC da trajetória de deposição
Programar CMM offlineSilma X4, PolyWorks, software da CMMPrograma DMIS (linguagem de programa de CMM)
Inspecionar e relatarPolyWorks, Metrolog X4Macro; exportação CSV
Conferir tolerâncias do relatórioScript próprio02_conferir_cmm_csv.py
Rastrear lote e peça (registro como fabricado)DELMIA Apriso, Opcenter ExecutionConsulta à base ou integração do MES
Sequenciar produçãoOpcenter APS, DELMIA—
04

Do filtro à esteira.

Três degraus. Cada um só faz sentido depois que o anterior mostrou resultado na sua operação.

Proposta, não promessa

1 Hoje

Conferência sob demanda

Você entrega um programa NC ou um relatório de CMM e o Octo prepara a lista do que chama atenção, para revisão humana.

  • Ferramentas, curso, avanço e paradas lidos do G-code
  • Características fora ou perto do limite no CSV da CMM
  • Achados em texto, para o programador e a Qualidade
Objetivo: pegar o erro óbvio antes do simulador
2 Próximo

Vericut em lote, resumido

Um operador roda o vericut batch na pasta de programas novos e o Octo lê o que saiu.

  • Log, relatório e AUTO-DIFF por peça
  • Resumo de colisões, erros e sobras por programa
  • Tendência por lote nos relatórios de inspeção
Objetivo: o programador ler um resumo, não dezenas de logs
3 Depois

Rastro de ponta a ponta

Série, programa NC, revisão do modelo e relatório de inspeção lidos juntos, a partir das exportações do MES e do PLM.

  • Lacunas no registro apontadas antes da auditoria
  • Leitura de resultados em QIF, com o esquema XSD da versão usada
  • Journals NX Open e macros de inspeção validados pelo time
Objetivo: deixar o histórico da peça conferível
05

Confirmado em fonte.

Cada ponto abaixo tem fonte publicada pelo fabricante, pelo projeto ou pelo órgão responsável. As fontes estão na seção seguinte.

4

pontos com fonte publicada, cada um com a referência indicada ao lado.

ConfirmadoO Vericut roda sem janela
vericut batch "vcp=..." roda e sai; batchp abre a janela no fim. LGFILNAM= define o log, report= o relatório, auto-diff= compara com o modelo de projeto e optimize liga a otimização de avanço.Fonte: ajuda online documentada pelo fabricante do Vericut, páginas Batch Vericut e Command Line Options
ConfirmadoVersões atuais
NX 2606 (jun/2026), Mastercam 2027 (1/7/2026) e hyperMILL 2026 (mai/2026), pelos comunicados dos fabricantes.Fonte: blog Siemens, comunicados Mastercam e OPEN MIND
ConfirmadoCaso Premium AEROTEC, segundo a Vericut
Segundo estudo de caso publicado pela Vericut, a Premium AEROTEC (subsidiária da Airbus) adotou o Vericut em 1991 e tinha como regra que nenhum programa NC fosse à máquina sem passar por ele. É material do próprio fabricante, com viés comercial; os ganhos que ele cita não foram medidos de forma independente e não são reproduzidos aqui.Fonte: estudo de caso Premium AEROTEC, publicado pela Vericut
ConfirmadoQIF e DMIS são normas abertas
QIF é XML com esquema XSD para plano, programa e resultados de inspeção; ANSI QIF 3.0 equivale à ISO 23952:2020. DMIS é a linguagem de programa de CMM (ISO 22093), versão 5.3, que liga dados DMIS a QIF.Fonte: DMSC, qifstandards.org
06

O que o Octo faz e o que fica com vocês.

O Octo prepara tudo, mas não assina. O documento que vale continua com quem responde por ele.

O Octo prepara

Levanta, calcula, organiza e gera os documentos: planilhas, relatórios, desenhos e minutas.

Entrega: material pronto para conferir

A sua equipe confere

O profissional habilitado confere o que o Octo entregou antes de assinar. Se algo não fecha, volta para o Octo com a correção.

Etapa: conferência por quem assina

Quem assina

O Octo não assina. Projeto, laudo, ART/RRT, prestação de contas e qualquer documento oficial continuam assinados pelo profissional habilitado da empresa ou do órgão: aqui, o engenheiro responsável e a autoridade de certificação.

Assinatura: engenheiro responsável e autoridade de certificação
07

Fontes.

Fontes oficiais usadas no levantamento: fabricante do software, empresa usuária ou entidade de norma.

Seu programa NC, conferido antes da máquina.

O diagnóstico começa lendo os programas, logs e relatórios que a sua fábrica já exporta, sem alterar nada. Você recebe o mapa do que dá para conferir e automatizar, e decide com ele na mão.